Justiça concede 45 dias para governo avaliar erosão na Ilha do Cardoso, em Cananéia
A Justiça de São Paulo concedeu prazo de 45 dias para que o Governo do Estado e órgãos competentes realizem estudos e adotem providências para compreender e enfrentar o processo de erosão costeira que atinge o Parque Estadual da Ilha do Cardoso, em Cananéia.
A decisão, em caráter liminar, determina que sejam concluídas análises técnicas sobre as causas do fenômeno e apresentadas propostas de ações para reduzir ou solucionar o problema. Entre os pontos mais afetados estão o Estreito do Melão e a Praia do Itacuruçá, áreas classificadas como em situação “crítica”, onde já há exposição de faixas de terra e avanço das águas sobre o território.
A erosão tem provocado alterações na geografia da Ilha do Cardoso, reconhecida como importante área de preservação ambiental. O cenário preocupa moradores e especialistas devido à perda de território e aos possíveis impactos sobre ecossistemas sensíveis, comunidades tradicionais e estruturas existentes na região.
A determinação judicial exige coordenação entre órgãos ambientais e equipes técnicas para elaboração de estudos detalhados e definição de estratégias de intervenção. Embora o fenômeno possa estar relacionado a fatores naturais, como correntes marítimas e ação das marés, a velocidade do avanço tem gerado alerta.
O caso reacende o debate sobre os efeitos das mudanças ambientais e a necessidade de monitoramento constante das áreas costeiras do Vale do Ribeira.